Hoje, fui à FNAC.
Sem pressas.
Como, às vezes, me acontece num impulso provocado pelas saudades das imagens do David percorrendo, lentamente, os corredores do Jazz ou das músicas alternativas ...
Pondo e tirando os auriculares, naquela pose tão concentrada ... tão característica dele.
E comprei dois livros - "Onde a vida se perde" de Paulo Ferreira (1º romance) e "O bazar alemão" da Helena Marques, de quem gosto bastante. Pena que ela publique pouco.
É o Manel quem continua a encarregar-se da compra da maioria dos livros; informa-se e joga pelo seguro.
A mim, é-me "concedido o direito" de, por vezes, me apaixonar por um escritor ou um título ou uma capa e, ... eventualmente, "enfiar o barrete". Pareceram-me boas escolhas.
Comprei também três Cds, o novo da Cristina Blanco e os dois únicos que lá existiam do Ryuichi Sakamoto - Cinemage e BTTB.
Desta vez, não tive dúvidas quanto à escolha. A Cristina Branco foi-nos "apresentada" pelo David e gostamos de a ouvir. As letras são invulgares. É um fado com swing.
O Ryuichi Sakamoto foi uma oferta "do David para o Manel" de um natal qualquer. Distante.
Daquelas escolhas criteriosas e de grande qualidade do David, sempre um passo à frente e sempre informado.
Eu e o Manel, ouvimos muito esse Cd em Moledo; o som do piano coaduna-se bem com a brancura das paredes e com o verde dos montes.
E decidimos, porque não temos o David que nos "mostre" o que há de novo ..., comprar mais se o encontrássemos.
Lá estavam ... à minha espera.
O meu filho "perdido" é, ainda, nosso guia.
Meu guia, na música e nas veredas dos dias.

