Casal Shuman- Casa das Artes
Estúdio de Ópera do Porto
Estúdio de Ópera do Porto
O meu David anda, realmente, por aí...
Na música, no sorriso dum bebé, nas saudades dos amigos, nas eólicas no cimo do monte, na iluminação da minha casa de Moledo. Nas tonalidades do pôr-do-sol.
Mas, sobretudo, na música. Em todo o tipo de música.
Mais no jazz, sempre.
Mas também naquela que o Jaime prefere, a clássica, como a de Jordi Saval (a propósito de la "voix humaine").
O David tinha muitos projectos musicais; um deles, o mais desejado, passava pela iluminação de uma ópera.
Chegou a ter agendado um encontro para concretizar um projecto com um maestro conhecido.
Não desistiu; apenas não foi a tempo, no seu curto tempo de percurso.
O David trabalhou, durante umas temporadas, com o Estúdio de Ópera, na Casa das Artes, no Porto.
Encenou e iluminou uma peça de Shuman; uma das fotos desse espectáculo saiu numa revista norte americana, reconhecida na área da iluminação cénica.
Chorou, emocionado, quando me mostrou a página e o nome dele na revista.
Gostava da luz ... porque lhe permitia estar sempre pertinho da música.
De música boa.
Aproveito as coincidências do Jaime e deixo mais um programa.
Do David, sempre...
Eliane EliasAssim como não há só norte-americanos no mundo do jazz, também não há só homens.
Hoje, o programa é sobre uma óptima pianista que se chama Eliane Elias. Esta senhora é brasileira.
Eliane Elias herdou o seu talento da sua mãe Lucia, uma pianista de música clássica que, por vezes, também tocava jazz.
Também Eliane mistura a clássica com o jazz, tendo chegado a ser uma das únicas pessoas no mundo da música a lançar álbuns de música clássica e de jazz, em simultâneo.
A sua vida profissional deu um grande salto quando, depois de se mudar para Nova Iorque, se juntou ao famoso grupo Steps Ahead, onde tocavam músicos como o saxofonista Michael Brecker e o baterista Peter Erskine.
Eliane Elias tocou muito e com gente muito boa. Chegou até ao ponto de ser a directora musical da banda de Gilberto Gil.
Hoje vamos ouvi-la tocar um clássico de Baden Powell que se chama “Samba Triste”
Ouçam que jazz faz tarde...
David Sobral
Eliane Elias - Samba Triste











