23 março 2011

Sempre os sons do David

Hoje, fui à FNAC. 
Sem pressas.
Como, às vezes, me acontece num impulso provocado pelas saudades das imagens do David percorrendo, lentamente, os corredores do Jazz ou das músicas alternativas ...
Pondo e tirando os auriculares, naquela pose tão concentrada ... tão característica dele.
E comprei dois livros - "Onde a vida se perde" de Paulo Ferreira (1º romance) e "O bazar alemão" da Helena Marques, de quem gosto bastante. Pena que ela publique pouco. 
É o Manel quem continua a encarregar-se da compra da maioria dos livros; informa-se e joga pelo seguro. 
A mim, é-me "concedido o direito" de, por vezes, me apaixonar por um escritor ou um título ou uma capa e, ... eventualmente, "enfiar o barrete". Pareceram-me boas escolhas.
Comprei também três Cds, o novo da Cristina Blanco e os dois únicos que lá existiam do Ryuichi Sakamoto - Cinemage e BTTB.
Desta vez, não tive dúvidas quanto à escolha. A Cristina Branco foi-nos "apresentada" pelo David e gostamos de a ouvir. As letras são invulgares. É um fado com swing.
O Ryuichi Sakamoto foi uma oferta "do David para o Manel" de um natal qualquer. Distante.
Daquelas escolhas criteriosas e de grande qualidade do David, sempre um passo à frente e sempre informado.
Eu e o Manel, ouvimos muito esse Cd em Moledo; o som do piano coaduna-se bem com a brancura das paredes e com o verde dos montes.
E decidimos, porque não temos o David que nos "mostre" o que há de novo ..., comprar mais se o encontrássemos.
Lá estavam ... à minha espera.
O meu filho "perdido" é, ainda, nosso guia.
Meu guia, na música e nas veredas dos dias.



4 comentários:

BRANCAMAR disse...

Gostei da música do Ryuichi Sakamoto. O David tinha um gosto muito apurado. Vou tomá-lo como referência. Obrigada pelas sugestões e sobretudo por a sentir tranquila nesse passeio pela Fnac, em busca das memórias e não só.

Beijinhos
Branca

manuela baptista disse...

ontem fui à Fnac


a música de Sakamoto combina-se bem comigo, com o verde dos montes, com os livros e as canções de viajar

nas veredas talvez cresçam ervilhas de cheiro

talvez nos encontremos num outro lugar

ter um filho Isabel, é uma coisa que eu não sei

perder um filho também não

por isso lhe falo de outras coisas que eu sei e das que lhe posso ensinar

um beijo

manuela

Isabel Venâncio disse...

Sempre o seu tom doce à flor da fala!
É um prazer ler tudo o que escreve.
Sei que não teve filhos. Nada a comentar. Tenho tantas amigas sem filhos!
Não viu um filho morrer!!
É inenarrável! Atroz.
...
Por isso, escrevo textos soltos, com temas indefinidos, uma palavra aqui, uma palavra acolá.
Juntá-las num discurso corrente e coerente seria reviver tudo, novamente.
E não sou capaz.
Está tudo tão presente que só posso saltitar entre as imagens.

Obrigada pelas coisas que ensina. São muitas e bonitas.

Um beijo
Isabel

manuela baptista disse...

sim , Isabel

um beijo

manuela