19 janeiro 2011

O sono

O sono não vem sem que mil imagens me desassosseguem.
Sem que infinitas perguntas continuem dispersas e sem resposta.
No silêncio escuro do meu quarto.

Sem que eu revolva todas as impossíveis saídas que buscámos.
Saídas impossíveis, eu sei!
Mas como dormir então ...
se também sei que teria sido possível não chegar a ser impossível?
Não morrer!
No silêncio branco de outro quarto.



1 comentário:

BRANCAMAR disse...

Pensamentos inevitáveis, recordações e interrogações que todas as partidas deixam, mas heverá um dia, mesmo que longínquo, em que o coração irá sossegando na ternura de tudo quanto foi trocado, de tudo quanto foi dado até à exaustão.
E essa entrega é a benção que se transforma em paz.

Beijos Isabel, com terna amizade.
Branca