16 agosto 2008

El feo


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Hoje, acordei a pensar que tinha que te ir acordar...
Acontece-me com frequência.
E lembrei-me.
Eu perguntava:
- Posso dar-te um abraço?
Tu respondias:
- Está bem, mas não abuses!

Ainda bem que te dei muitos abraços, beijos de "Bom-dia, David", "Até logo, David", "Olá, David", "Até amanhã, David".
Mais o abraço da noite, cada vez maior e mais longo, ao longo do tempo da tua doença.
Ultimamente, eras tu quem me dizia:
- Vá, vamos lá ao abraço da noite!
E fazias-me festas na cabeça...
E eu deixava-te, para adormeceres ao som das tuas músicas.

São as saudades e o "misterioso mundo das lágrimas".
Ou então é a canção "El feo" da Lila Downs...


Tarde


O que eu queria dizer-te nesta tarde
Nada tem de comum com as gaivotas.

Sophia de Mello Breyner Andresen

4 comentários:

Carecaloira disse...

Mais uma vez e apenas, um grande beijo.

Marina

Anónimo disse...

"El feo"

Si te hablan de mi muchachita
si te hablan de mi en tu presencia
diles que yo soy tu negro santo,
diles que yo soy tu negro santo,
yo soy un feo, un feo que sabe amar,
con todo su corazón que te quiere de verdad,
yo soy un feo, un feo que sabe amar,
con todo su corazón que te quiere de verdad,
paginí kavenash, paduagüinge,
paginí kaveké pechimilu,
shllindidó, ndanganá pati feuna,
shllindidó, ndanganá pati feuna,
li mananu, cafeum garana shi,
rudgidubilashidó, nesachagan alhelí,
li mananu, cafeum garana shi,
rudgidubilashidó, nesachagan alhelí,
yo soy un feo, un feo que sabe amar
con todo su corazón, que te quiere de verdad,
yo soy un feo, un feo que sabe amar
con todo su corazón, que te quiere de verdad.

Abraços para as Venâncias

Manuela Baptista
Estoril,16 de Agosto 2008

paula simoes disse...

olá Isabel

isso é tudo normal aconteçer, comigo se passou o mesmo quando minha mãe foi para DEUS, quando havia alguma novidade ela era sempre a primeira a saber então corria para o telefone para lhe contar mas...a mãe já não atendia...

amiga desejo-lhe um bom domingo

beijinhos do tamanho do Mundo

Branca disse...

Isabel,

Sempre referências tão belas nos seus posts para nos falar de saudade e do David.
Os versos de Sophia de Mello Breyner Andresen fizeram-me lembrar as gaivotas que são uma constante na areia da praia de Moledo nos fins de tarde...a sereniddae com que se passeiam e antecedem o pôr do sol podem ser um ponto de encontro com a sua própria serenidade.
Beijinho