07 abril 2008

Procurei-te na brancura da Lapónia


Alguém me disse, por lá, que devemos ficar quietinhos no centro do furacão...











O paraíso

O paraíso terrestre é uma flor verde.
As árvores abrem-se ao meio.
O que é sucessivo perde-se.
Se o tempo modifica os seres e os objectos
eu sinto a diferença e gasto-me.
O sol é um erro de gramática, a luz da madrugada
uma folha branca à transparência da lâmpada.

Soam então os barulhos. Soam
de dentro das caixas fechadas há mais tempo,
de dentro das chávenas de café.
É tarde e és tu.
acima de tudo,
entre a manhã e as árvores,
à luz dos olhos,
à luz só do límpido olhar.


Nuno Júdice

1 comentário:

Davide disse...

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.

(Cecília Meireles)

Está a fazer um ano que comecei com o David aquele que seria o nosso ultimo trabalho, com ele aprendi muito, hoje em cada espectáculo rendo-lhe homenagem, não sem comoção em cada final.

"Cada um que passa em nossa vida,

passa só, pois cada pessoa é única,

e nenhuma substitui a outra.

Cada um que passa em nossa vida,

passa sozinho, mas não vai só,

nem nos deixa só.

Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si.

Há os que levaram muito,

mas não há os que não deixaram nada.

Esta é a maior responsabilidade da nossa vida

e a prova de que duas almas

não se encontram por acaso..."

(Antoine de Saint-Exupéry)


Obrigada Isabel por nos ajudares a conservar a memória, a matar a saudade, a apagar a dor, virei a esta casa sempre que o coração me pedir.

Um beijo grande